BUDISMO TIBETANO

  No Budismo tibetano existem quatro grandes linhagens principais e muitas outras menores. A linhagem é muito importante no budismo tibetano, já que garantem que os ensinos estejam vivos, isto é, que se tenham transmitido de mestre a discípulo desde tempos de Buda e que sempre foram transmitidos de forma pura, realizando completamente seu entendimento.
  Freqüentemente os termos Vajrayana ou Budismo Tantrico aplicam-se como sinônimos do budismo tibetano, mas deve-se definir que os tibetanos e mongóis são budistas praticantes da regra Mahayana, dos que muitos, ainda que não todos, praticam o Vajrayana.
  Tantra significa "transformação", suas práticas têm como objetivo utilizar todo nosso potencial para chegar à iluminação, mas esta tarefa requer um entendimento profundo das escolas Teravadha e Mahayana, uma verdadeira prática na meditação, e de uma preparação específica:
  Os quatro preliminares ordinários ou "Os quatro modos de modificar a atitude mental". Trata-se de chegar a um entendimento pleno do que significam estas reflexões e servem como base para uma atitude de renúncia e uma prática constante e diligente. Estes temas de reflexão são:

  1. A preciosa existência humana. Nossa existência é difícil de conseguir e fácil de perder. Deveríamos utilizá-la da melhor maneira possível, desenvolvendo ao máximo nosso potencial para acordar nossa natureza Búdica.
  2. A impermanência e a morte. Tudo muda, nada permanece, nossa vida é frágil como uma borbulha e o momento da morte é incerto, não devemos perder o tempo apegando-nos ao que sem dúvida perderemos, já que nosso tempo de vida é incerto.
  3. O Karma e suas conseqüências. Uma ação virtuosa é causa de felicidade, uma ação não virtuosa é causa de sofrimento, devemos atuar da forma mais benévola possível para nós e os demais, e abandonar totalmente as ações negativas por pequenas que nos pareçam.
  4. O sofrimento da existência. A essência de nossa existência é o sofrimento, sofremos ao nascer, a o envelhecer, ao adoecer e ao morrer. Os que carecem de algo sofrem para consegui-lo, os que têm um pouco sofrem porque querem mais, os que têm suficiente sofrem para o conservar, e ao final todos perdemos o que temos. É por isso que devemos tentar transcender esta existência.

Mahakala  Ao chegar a um entendimento profundo e sincero destes quatro temas, torna-se preparado para iniciar Os Quatro preliminares extraordinários ou "As quatro Grandes Tarefas", consistem em quatro práticas que terás que repetir um número determinado de vezes. A prática de tomar refúgio e gerar o desejo de liberar-se em benefício de todos os seres (Bodhichitta), uma prática de purificação (Dorje Sempa), uma prática de acumulação de mérito (Oferendas do Mandala), e uma prática de devoção ao guru (Guru Yoga). Estes preliminares podem demorar vários anos em completar-se, e sempre devem se fazer supervisionados por um mestre ou alguém com entendimento do tema e que já os tenha realizado.
  Acabados os preliminares iniciam-se as práticas da meditação Mahamudra ou dos Tantras (preces e visualizações) usando de base a uma deidade. As deidades tibetanas não são seres que vivem nos reinos dos deuses, as deidades do budismo tibetano são aspectos da mente, simbolizam a compaixão, a sabedoria, o poder da ação e os demais aspectos da mente, há uma grande quantidade de deidades, algumas pacíficas, outras iradas, mas todas são aspectos da natureza de Buda. Ao realizá-las, o praticante Vajrayana desenvolve essa qualidade concreta, até o ponto de chegar a seu máximo entendimento e encontrar ali a verdadeira natureza de sua mente.
Buda  No nível mais elevado está a prática da meditação Mahamudra ou do Dzogchen (dependendo da escola), consideradas os ensinos mais sutis e profundos do budismo.
  Tem-se que definir que para praticar o budismo Mahayana e o Vajrayana é imprescindível ter um mestre qualificado, é importante que pertença a uma linhagem pura e que tenha autênticas qualidades como a compaixão, que não dê importância ao sucesso ou ao fracasso, ao benefício ou à perda, aos louvores ou as críticas, ao prazer ou a dor, isto é, que seja equânime, que tenha paciência e que seja incansável no trato com seus discípulos e em difundir o Dharma.
  Tradicionalmente no Tibet, antes de chegar a uma verdadeira relação mestre-discípulo esperava-se um período de 9 anos no que o discípulo observava as qualidades do mestre durante 3 anos, o mestre as capacidades do discípulo outros 3, e observavam-se mutuamente os últimos 3 anos. Só então surgia o verdadeiro compromisso entre ambos.
  No Tibet diz-se “Não examinar o mestre é como beber veneno. Não examinar ao discípulo é como saltar a um precipício”.
Padmasambabha, chamado pelos tibetanos de Guru Rinpoché (o Precioso Mestre), foi o principal introdutor do budismo no Tibet. Ali encontrou um país de gente bárbara e tosca, um povo guerreiro, e uns sacerdotes da antiga religião Bön com grandes poderes mágicos e que dominavam a natureza do país, para poder subjugar esta situação, Guru Rinpoché teve que utilizar toda sua habilidade e poder, isso é Vajrayana! Utilizar toda nossa habilidade e poder para liberar-nos do sofrimento.


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